sábado, 30 de abril de 2011

Bestas feras na Universidade de Yale: o que dá para se esperar?

Posted by Angelo Bazzo on 06:48 | No comments

As moças na Universidade de Yale descobriram que não conseguem viver com a cosmovisão freudiana pós-moderna sexualmente devassa. Não funciona. Leva ao caos moral.

(Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) - Por algum tempo agora, venho lhes dizendo que a cosmovisão cristã é a única cosmovisão que nos fornece um jeito racional de viver no mundo. É a única cosmovisão com a qual podemos viver.
Não podemos simplesmente viver com as consequências lógicas de outras cosmovisões como o naturalismo secular, a 'nova era' ou o freudismo.
E graças ao noticiário diário, nunca tenho falta de material para usar como prova disso. Um grupo de estudantes majoritariamente do sexo feminino está processando a Universidade de Yale por permitir a existência de um "ambiente sexualmente hostil" no espaço universitário.
As mulheres, é claro, têm um argumento forte. Afinal, quando rapazes da universidade têm liberdade de desfilar no espaço universitário entoando "Não Significa Sim" ou portar cartazes que dizem "Amamos as Putas de Yale", imagino que dá para se dizer que é um ambiente sexualmente hostil.
Mas posso fazer uma pergunta? O que deveria se esperar?
Essa conduta intimidatória e nojenta na Yale - e em muitas universidades - é um exemplo clássico do impasse pós-moderno. Por aproximadamente 50 anos, o ambiente acadêmico, o movimento feminista e a sociedade pós-moderna adotaram a liberdade sexual como a virtude suprema.
E as feministas lideraram o caminho. Elas queriam controlar seus corpos; ser livres de todas as consequências da licenciosidade sexual.
Olha, imagine só o que aconteceu. Quando promovemos licenciosidade sexual - principalmente em espaços universitários -, o que obtemos no final? Não há dúvida: licenciosidade sexual. Aprovamos e incentivamos condutas imorais, e então ficamos surpresos quando os rapazes não se portam como cavalheiros? Tá brincando comigo?
E quanto a Yale... O que mais daria para se esperar numa universidade quando anualmente patrocina um evento para todo o espaço acadêmico chamado "Semana do Sexo", em que os estudantes têm a oportunidade de participar de seminários sobre práticas sexuais, apresentações realizadas por profissionais do sexo e um monte de filmes pornôs?
Como aparte: Pais, antes de mandarem sua filha para estudar numa universidade, pesquisem para verificar como é a vida no espaço universitário. Por que enviar sua filha para uma universidade que promove tal promiscuidade sexual?
Mas vamos voltar ao que estou tentando dizer: As moças na Universidade de Yale descobriram que não conseguem viver com a cosmovisão freudiana pós-moderna sexualmente devassa. Não funciona. Leva ao caos moral.
Onde você acha que tais estudantes encontrariam um ambiente mais seguro e agradável? Talvez numa instituição que ainda tenha apego à cosmovisão judaico-cristã e aos princípios éticos que moldaram a civilização ocidental. A visão cristã acerca do sexo promove intimidação, assédio e condutas selvagens como as que estamos vendo na Universidade de Yale, ou promove virtude moral e ética?
Olha, deve ser óbvio. Todas as cosmovisões não são iguais. No entanto, é polêmico dizer isso na era relativista em que estamos. Mas examine qualquer cosmovisão específica, siga-a até suas conclusões lógicas e você descobrirá se dá para viver com suas consequências.






Publicado com a permissão de Breakpoint.org

Tradução: Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/yahoos-at-yale-what-did-you-expect

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

JOHANNES TAULER (1300-1361)

Posted by Angelo Bazzo on 06:50 | No comments


Johannes Tauler foi discípulo de Eckhart e dominicano como ele. Tauler representa o pólo eminentemente moral diante do predomínio da especulação metafísica daquele e do elemento afetivo de Suso. No pensamento e doutrina de Tauler é fácil encontrar elementos platônicos e neoplatônicos, sem esquecer outros procedentes de Santo Alberto Magno e de Santo Tomás. Tauler é um pregador e um místico interessado mais pela mística do que pela filosofia e pela razão.

Nascido em Estrasburgo, em 1300, ingressou no convento dominicano dessa cidade em 1318 e depois foi para o Studium generale de Colônia, onde realizou seus estudos. Foi aí que encontrou provavelmente o mestre Eckhart. Quase toda a sua vida transcorreu em Estrasburgo, onde se dedicou ao ensino e, em especial, à pregação. Não escreveu nenhuma obra. De seus famosos sermões, que vários ouvintes colocaram por escrito, somente 81 são considerados autênticos. Consideram-se apócrifos os tratados que lhe foram atribuídos, como As instituições divinas; Medulla animae; As 10 cegueiras espirituais etc.Na mística se manteve na linha de Eckhart, mesmo depois da condenação de várias proposições deste, em 1329. Obedece uma linha tomista, mas com ressonâncias do neoplatonismo de Porfírio e Proclo. Sua mística é orientada para a Ética. Foi intimamente associado aos líderes de um movimento místico novo chamado "os Amigos de Deus", que dedicavam-se a espalhar os ensinamentos de Eckhart.
Johannes Tauler faleceu em 1361.

Sobre o plano da doutrina eckhartiana da união da alma com o uno, Tauler constrói sua doutrina da “essência da alma”, a qual também chama, “união íntima da alma” e “reduto inominável”, como é o próprio Deus. Nessa essência, para além da própria essência da alma, reinam um silêncio e um repouso perpétuos, sem imagens, sem conhecimentos, sem ação, em pura receptividade em relação com a luz divina. Tal é a concepção mística de Tauler, baseada na possibilidade de retorno de uma alma criada por Deus à sua idéia incriada em Deus.

— No pensamento de Tauler ocupa um lugar central a teoria do Gemüt ou disposição estável da alma, que condiciona a atuação de todas as suas faculdades. É o coração ou a tendência original do homem enquanto filho de Deus, sua aspiração absoluta ao bem absoluto. É como uma agulha magnética que se volta, infalivelmente, para o norte. O homem pode desviá-la, mas jamais mudar sua tendência original. Está presente em todo homem e não se extingue em nenhum ser humano, nem sequer nos condenados.

— Sendo o Gemüt a atitude estável e permanente da alma com sua própria essência, deve transformar-se de impulso vago em consciência luminosa do fim, libertando-se de pensamentos, desejos e afetos até conseguir o pleno desprendimento de tudo. Esse impulso, tendência, coração, ímã que é o Gemüt deve tornar-se liberdade absoluta, desprendimento, respeito pelas criaturas, para transformar-se em liberdade absoluta no caminho que leva a Deus.

— O processo de retorno a Deus acontece em três etapas: o amor doce, o amor sábio e o amor forte. Nesse caminho, a alma despoja-se de sua condição de criatura e identifica-se na “essência” com o próprio Deus. “Perde-se em Deus e mergulha no mar sem fundo da divindade”. A alma pode, então, entregar-se completa e confiadamente a Deus. Isso não quer dizer que Tauler afirme, como se disse, que a alma se torne divina, idéia na qual tanto insistiu seu mestre Eckhart.

A influência de Tauler é notável na história da espiritualidade cristã e particularmente notável é a que exerceu sobre Lutero. Este sentia uma profunda estima por Tauler, cujas obras utilizava com freqüencia, anotando-as pessoalmente. Dele tomou uma espiritualidade profunda, uma imensa confiança na misericórdia divina, a convicção da própria incapacidade e o desprezo pelas próprias ações. Mas Lutero acabou por interpretar à sua maneira alguns textos de Tauler, que em seu contexto original tinham um significado muito diverso.

PENSAMENTOS DE JOHANNES TAULER

"Então somos abandonados de tal forma que já não temos conhecimento de Deus e caímos em tal angústia que não sabemos se estivemos no caminho justo, nem sabemos já se Deus existe ou não, ou se nós mesmos estamos vivos ou mortos. De sorte que sobre nós cai uma dor tão estranha que nos parece que todo o mundo em sua extensão nos oprime. Já não temos nenhuma experiência nem conhecimento de Deus, e inclusive todo o demais nos parece repugnante, de forma que nos parece estar prisioneiros entre dois muros".

"Como o girassol eternamente a voltar-se para o poderoso Sol, com a fidelidade da constânciaseguindo apenas um - assim faça de mim, Senhor, para consigo".

"Honramos e glorificamos Seu mistério inefável com a sagrada reverência e o silêncio".

"Deus é infinito, sem fim, mas o desejo da alma é um abismo que não pode ser preenchido a não ser por um Bem que seja infinito; e quanto mais ardentemente a alma ansiar por Deus, mais desejará estar com Ele, pois Deus é um Bem sem desvantagens e um poço de águas vívidas sem fundo; e a alma é feita à imagem de Deus e, portanto, foi criada para conhecer e amar Deus."

“Senhor, é tua graça e teu amor que capacitam meu coração a crer, a esperar e a amar. Posso ir a teu encontro e abraçar-te como meu verdadeiro amigo. Posso confiar em ti, meu bondoso Pai. Tu és um mar de graça, de consolo e amor”

"Que disse Nosso Senhor a Zaqueu? 'Desce depressa'. Tu deves descer, não deves reter uma única gota de consolação de todas as tuas impressões na oração, mas descer no teu puro nada, na tua pobreza, na tua impotência... Se te resta ainda algum elo da natureza, desde que a verdade te deu alguma luz, tu ainda não a possuis, ela não se tornou um bem teu; natureza e graça trabalham ainda juntas, e tu não chegaste ao abandono perfeito...; isso ainda não é a pureza plena. É por isso que Deus convida um tal homem a descer, quer dizer que ele o chama a uma renúncia plena, a um plenodesprendimento da natureza, em tudo o que ela possui ainda algo de seu."

"Ninguém sabe melhor o verdadeiro sentido da distinção (diferença) do que aqueles que entraram na unidade."

"Que mais pode fazer para nós que não haja feito? Abriu seu mesmo Coração para nós, como o quarto mais secreto donde conduz nossa alma, sua noiva eleita. Porque é seu gozo estar conosco em silencio e paz, para repousar-se ali conosco... Nos deu seu Coração ferido para que residamos ali, completamente purificados e sem mancha, até que sejamos semelhantes a seu Coração, feitos capazes e dignos para ser conduzidos com Ele ao Coração divino de seu Pai... Nos dá seu Coração completamente, para que seja nossa habitação. Por isso deseja nosso coração em troca, para que seja sua habitação".

"Todos os homens buscam a paz. Por todo o lado, nas suas obras e de todas as maneiras, procuram a paz. Ah! Pudéssemos nós libertar-nos dessa busca e procurarmos, nós, a paz, no tormento. Só aí nasce a verdadeira paz, aquela que permanece e dura... Procuremos a paz na angústia, a alegria na tristeza, a simplicidade na multiplicidade, a consolação na contrariedade; é assim que nos tornaremos verdadeiras testemunhas de Deus".

"A alma suporta dentro de si uma centelha, um fundamento, cuja sede Deus todo-poderoso não pode satisfazer, a não ser dando-se a si mesmo. Se Ele tivesse que dar à alma o espírito das forma de todas as coisas que criou no céu e na terra, então isto não seria suficiente e não poderia satisfazer sua sede, que a alma possui por sua natureza".

"Não é certo que Nosso Senhor declarou: 'Uma só coisa é necessária'? Qual é então essa única coisa que é necessária? A única coisa necessária é que reconheças a tua fraqueza e a tua miséria. Tu nada podes reivindicar; por ti mesmo, nada és".

"Qual é, então, o caminho mais curto, que conduz a verdadeira luz? Eis tal caminho: renunciar verdadeiramente a si mesmo, amar e não ter em vista senão só Deus […], não querer em coisa alguma o próprio interesse, mas desejar e procurar somente a honra e a glória de Deus, esperar tudo imediatamente de Deus e, sem desvio nem intermediário, a Ele remeter todas as coisas, venham de onde vierem, a fim de que haja entre Deus e nós um fluxo e um refluxo imediatos. Eis o verdadeiro caminho, o caminho reto."
Fonte : http://coracaomistico.blogspot.com/2008/01/johannes-tauler-1300-1361.html

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Testemunho de Deus.

Posted by Angelo Bazzo on 10:13 | 1 comment


E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. 1 co 2.1

Você já ouviu alguém dizer em uma igreja que ia dar seu testemunho?
Isso é algo que todo participante de igrejas evangélicas já presenciou.

A pessoa começa a falar sobre a sua conversão, algumas vezes ela pode até mesmo cobrar para ir fazer algo desse tipo, o que certamente é ridículo.

Mas o que eu estou pensando é na palavra testemunho.

Quando as escrituras usam esta palavra, ela não faz referencia a pessoas (do tipo “testemunho pessoal”), mas faz referencias a Deus.

Como vemos acima, Paulo não foi a corinto dar o seu testemunho, mas pregar o testemunho de Deus.
Será que conhecemos a diferença entre uma coisa e outra?

Será que sabemos o que é o testemunho de Deus?

O testemunho de Deus é a revelação sobre a qual sua Palavra e Presença se manisfestam,por isso que em ex 25.22 diz que : “Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.”

Quando o Testemunho de Deus é anunciado Deus testemunha com sinais a palavra pregada.
E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.”M16.20

O próximo avivamento que Deus vai enviar para a terra será precedido pela restauração do seu testemunho, para que sobre este venha a Presença de Deus.

Ângelo

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Como encarar os últimos dias?

Posted by Angelo Bazzo on 11:30 | No comments

Desde que o Senhor Jesus veio a terra, foram iniciados os “últimos dias” ( Hb1.1,2). Isso significa que sua primeira vinda é o início do fim, e que todo contexto da vida depois do advento de Cristo tem uma característica de finalização.

Existem pessoas que costumam atormentar outros com presságios do fim do mundo, como se isso fosse uma coisa que começou agora, mas não percebem que o “mundo”(kosmos) há um bom tempo está em seus últimos suspiros. O fim do mundo não é um tema novo, não foi ontem que começou o "início do fim", mas faz dois mil anos que tal coisa principiou. Logo, para que alarmar pessoas como se isso fosse algo totalmente novo e sensacionalista?

Eu costumo chamar esse tipo de pensamento de “apocalíptico”. São semelhantes aqueles que vemos nos filmes, onde uma nave espacial (no caso seria Jesus) desce sem motivos aparentes e leva alguns ser humanos para um experimento em outro planeta. Isso é coisa de filme, não da Bíblia!

Mas existem, também, aqueles que sabem que os últimos dias começaram a dois mil anos, e por saberem disso, tornam-se semelhantes aos homens do tempo de Noé, que por não estavam crerem na vinda do dilúvio, viviam uma vida normal. Esse é um outro extremo que o povo de Deus vive hoje.

É como se nós pudéssemos estabelecer o governo de Deus na Terra sem que Ele esteja na Terra. E antes que você comece a dizer que Deus está na Terra por meio de sua igreja, eu quero lembrá-lo da palavra referida a volta de Jesus, que é a palavra “parousia”. Ela fala da presença física de Jesus na Terra, coisa que não temos hoje. O governo total de Deus só irá ser estabelecido com a segunda vinda de Jesus. Não falo com alegria, mas o Brasil ainda não é do Senhor Jesus. Pois o mundo jaz no maligno, e o Brasil faz parte do mundo, logo ele, pertence legalmente ao Diabo.

Somos chamados para praticar o “já, mas ainda não” do Reino de Deus.

O Reino já veio na primeira vinda, sim, ele veio realmente.
O Reino virá na segunda vinda, sim, ele virá totalmente.

E hoje, que estamos prensados entre a realidade e a totalidade do Reino, que possamos “ser Igreja”, nos abrindo para que seu Reino venha para a Terra por meio do derramar do Espírito sobre toda carne.

Que estejamos abertos para viver nosso chamado de ser uma comunidade profética, que encarna hoje a realidade do Amanhã. "A hora está vindo, e já chegou..."

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Ele se tornou pobre, por Packer

Posted by Angelo Bazzo on 11:26 | No comments

Percebemos agora o significado para o Filho de Deus de esvaziar-se e tornar-se pobre. Significa deixar de lado a glória (a kenôsis real); o retraimento voluntário do poder; a aceitação de dificuldades, isolamento, maus-tratos, malignidade, incompreensão; e finalmente a morte, envolvendo uma agonia tão grande — mais espiritual que física — que sua mente quase entrou em colapso ao prospectá-la (v. Lc 12:50 e a narrativa do Getsêmani). Isso significou o amor mais sublime já sentido pelos indignos seres humanos, que puderam tornar-se ricos por meio da pobreza dele.
 
A mensagem do Natal anuncia a esperança para a humanidade arruinada — esperança de perdão, de paz com Deus, de glória — porque, pela vontade do Pai, Jesus Cristo tornou-se pobre e nasceu em um estábulo, para que trinta anos depois pudesse ser levantado na cruz. Esta é a mais bela mensagem que o mundo já ouviu ou ouvirá.
 
Falamos muito sobre o “espírito do Natal”, mas raramente com um significado maior que contentamento em termos de relações familiares. Mas o que dissemos torna claro que essa expressão tem na realidade um significado muito mais rico. Devia significar a reprodução na vida humana da disposição daquele que por amor a nós tornou-se pobre no primeiro Natal. O próprio espírito natalino devia caracterizar o cristão o ano inteiro.
 
É para nós vergonha e desonra que muitos cristãos hoje — serei mais específico: tantos cristãos fundamentalistas e ortodoxos — vaguem por este mundo no espírito do sacerdote e do levita da parábola do Senhor, vendo a seu redor as necessidades dos homens, mas (depois de um desejo piedoso e talvez de uma oração, pedindo que Deus supra as necessidades dessas pessoas) desviam os olhos e passam, sem parar, para o outro lado. Este não é o espírito do Natal. Não é também o espírito dos cristãos — e há muitos assim — cuja ambição na vida parece limitada a construir um belo lar de classe média, fazendo agradáveis amizades com cristãos de sua classe, criando os filhos nos corretos moldes cristãos de seu grupo e deixando que indivíduos das subclasses da comunidade, cristãos ou não, avancem sozinhos na vida.
 
O espírito natalino não resplandece no cristão esnobe, pois é o espírito das pessoas que, como seu Mestre, vivem inteiramente dedicadas ao princípio de se tornar pobres — gastando e sendo gastos — para enriquecer o próximo, dedicando tempo, esforço, cuidados e interesses para fazer o bem aos outros — e não apenas para seus amigos — conforme a necessidade do momento.

São poucos os que demonstram esse espírito na essência. Se Deus, por misericórdia, nos avivar, uma das coisas que ele fará será trabalhar esse espírito em nosso coração e em nossa vida. Se quisermos um despertamento espiritual em nós mesmos, uma das primeiras providências seria procurar cultivar esse espírito. “Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos” (2Co 8:9). “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2:5). “Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o coração” (Sl 119:32; TB).
 

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Combatendo o legalismo com a cruz. C. J. Mahaney

Posted by Angelo Bazzo on 10:16 | 1 comment

A doutrina da justificação deve ser constantemente reforçada e revisitada, como Martinho Lutero estava bem ciente. Seu duro conselho: “Bata com isso em suas cabeças de forma contínua.” Precisamos continuamente aplicar e valorizar a verdade da justificação em nossas vidas – diariamente. Se não o fizermos, vamos nos encontrar suscetíveis a um dos inimigos mais sutis e graves da Igreja: o legalismo.
 
Legalismo envolve tentar ganhar aceitação de Deus através de nossa própria obediência. Nós temos somente duas opções: ou receber a justiça como um dom dado por Deus ou tentar gerar a nossa própria justiça. O legalismo é a tentativa de ser justificado através de alguma outra fonte que não seja Jesus Cristo e sua obra terminada.
 
Aderir ao legalismo é acreditar que a cruz era desnecessária ou insuficiente (Gl 2:21; 5:2). Se você tem sido legalista, essa é uma interpretação precisa da sua motivação e de suas ações, mesmo se você ainda concorda mentalmente com a necessidade do sacrifício de Cristo. Em nossa busca legítima por obediência e maturidade, o legalismo lentamente e sutilmente toma conta de nós, e nós começamos a substituir as nossas obras pelo trabalho acabado de Jesus. O resultado é ou arrogância ou condenação. Em vez de crescer na graça, abandonamos a graça. Essa foi a avaliação que Paulo fez da igreja da Galácia, quando escreveu: “Vocês que estão tentando ser justificado pela lei foram alienados de Cristo, vocês têm caído da graça” (Gl 5:4).
 
Se você já tentou viver dessa forma, você já deve ter aprendido que legalismo é tão fútil quanto frustrante. Toda tentativa legalista de se auto-justificar inevitavelmente termina em fracasso. No decurso dos anos, aprendi a reconhecer alguns sinais característicos da presença do legalismo. Aqui vão alguns deles:
• Você é mais consciente dos seus pecados do passsdo do que é consiente da pessoa e da obra acabada de Cristo.
• Você vive pensando, acreditando e sentindo que Deus está desapontado com você em vez de se alegrando em você.
• Você acha que a aceitação de Deus a você depende da sua obediência.
• Falta alegria em você. (Esse é geralmente um indicativo da presença do legalismo. 

Condenação é o que acontece quando pesamos nossa deficiência; Alegria é o que acontece quando consideramos a suficiência de Cristo.)
Você tem sido ludibriado pela súbita presença do legalismo? Se sim, cuidado. Ele tende a se espalhar em vez de permanecer restrito (Gl 5:9 diz: “Um pouco de fermento leveda toda a massa”). O legalismo deve ser removido.
 
A única forma eficaz de se desarraigar o legalismo é com a doutrina da justificação. Se você tem negligenciado ou ignorado essa doutrina, então tome alguma atitude drástica para mudar. 
Tire tempo dia-a-dia para revisar, reler e se alegrar nessa verdade maravilhosa e objetiva. Restrinja sua dieta espiritual ao estudo da justificação até que você tenha certeza da aceitação de Deus, segurança no seu amor e libertação do legalismo e da condenação.
 
A crucificação de Jesus Cristo foi o acontecimento mais decisivo da história. Sinclair Ferguson precisamente declarou o seguinte:
“A Cruz é o coração do evangelho. Ela faz o evangelho ser boa notícia: Cristo morreu por nós. Ele permaneceu no nosso lugar diante do juízo de Deus. Ele suportou os nossos pecados. Deus fez algo na Cruz que nunca poderíamos fazer por nós mesmos. [...] A razão por que nos falta segurança na sua graça é porque deixamos de focar o local onde ele no-la revelou”.

Onde você vai focar a sua atenção? Nos seus pecados do passado, no seu estado emocional atual, nas áreas de seu caráter em que você ainda precisa crescer? Ou você vai centrar-se na obra consumada de Cristo? O legalismo não precisa motivá-lo. Condenação não precisa atormentar você. Deus já justificou você.
Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

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O Jardim da História

Posted by Angelo Bazzo on 10:07 | No comments

Leitura – Gn 2.8; Jo20.15; 1co 3.9; Jo 15.1,2

A história é controlada por Deus assim como um jardineiro cuida e controla aquilo que ele plantou. No éden nos é dito que Deus plantou um jardim. Isso nos ensina que a história que se segue é semeada , cuidada, regada por ele, mas mesmo assim possui uma vida de liberdade.

Jesus, no momento de sua ressurreição foi confundido com um jardineiro. Isso tem significado a todos nós, pois é exatamente por meio de sua ressurreição que nova vida foi liberada sobre o jardim da história. Jesus é confundido com um jardineiro porque na primeira vinda ele veio reparar os estragos que o pecado causou.

Na época da igreja, Paulo compara a igreja com uma lavoura, Jesus compara a si mesmo e sua relação com seus discípulos com uma videira. Desta forma vemos uma relação orgânica relacional na vida com Deus.Jesus fala de seu pai como um agricultor,mas Paulo fala de si mesmo como cooperador desta lavoura.

Certamente é para isso que temos sido chamados, para cooperarmos com o plantar, regar e limpar aquilo que Deus está fazendo na história de seu plano.

Também somos chamados para confiar que, uma vez que somos sua lavoura, ele nunca deixará que nos falte o suprimento necessário para vivermos em comunhão com ele.

Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé?”

Que no ano que se inicia, possamos ser felizes, sabendo que Deus nos fez livres para crescer, mas nunca nos abandona,pelo contrário,rega e cuida de nossas histórias,que são pequenas sementes dentro do grande jardim da história,que possamos também,cooperar com o crescimento de nosso próximo,sendo jardineiros fiéis no cumprir da história divina.

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